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O Meu Maior Vício do Momento: Reclamar

Written By Cláudia Rocha on 21 de dezembro de 2017 | 22:27:00



Como roer as unhas, fumar cigarros, ver pornografia, empanturrarmo-nos de comidas processadas/açucaradas...reclamar da vida é um ato compulsivo, provocado pelo instinto. É justificado pela sobrevivência, e quase como um cartão de visita do tipo "se não fizer isto, não sou eu".

O mero pensamento de perder o vício causa um medo instantâneo de perder a identidade, como se deixarmos de fazer aquele hábito que drena tanto a nossa energia, nos fizesse correr o risco de perder uma parte de nós. Um vácuo que eventualmente seria preenchido por outro hábito prejudicial.

É um facto que todos temos vícios que nos fazem mal, que nos levam ao ponto de exaustão, e mesmo quando tudo nos mostra que devíamos parar, e nós próprios temos a consciência de que devíamos parar, continuamos apenas por aparente falta de fazer outra coisa melhor.

Encontro-me numa fase que posso com certeza dizer que foi desencadeada pelo meu vício em reclamar. A minha consciência da origem desta experiência, e as aprendizagens que estou a ter com ela, fizeram-me pensar, e aos poucos vou-me tornando mais aberta às possibilidades.

Passo a explicar:

Relembro que este blogue (e todos os meus escritos desde há uns anos atrás) foi criado com o intuito de mostrar como os pensamentos e emoções criam a nossa realidade. Cada pessoa tem um mundo interno, que se manifesta na sua própria experiência física.

É significante quando começamos a testar as leis do Universo que evidenciam este facto. A Lei da Atração mostra-nos que tudo é energia, incluindo nós. E nós não somos nada uniformes, mas uma mistura desgrenhada de coisas, tons, pessoas, ideias que ficam embebidas em nós, e nos transformam e moldam de certa forma. 

Mas o objetivo de criar a nossa realidade é relembrarmo-nos de que não podemos ficar esse molde. Temos que acordar outra vez, retornar à Fonte e ver que o que aconteceu foi por nossa causa, por causa de como andava o nosso "mix" interno, e que, ao simplesmente reagirmos em vez de tentarmos mudar a nossa reação, apenas estamos a criar mais do mesmo.

Reclamar é regurgitar coisas más.


Se sabemos que nada ajuda a mudar uma situação, quanto mais um conjunto de situações desagradáveis, é como se estivéssemos a expelir uma substância tóxica e a inalá-la de seguida. Pensamentos e emoções negativas são tóxicos, sim.

Pensamentos e emoções são energia, que se manifestam em algo físico se forem perpetuados pela nossa atenção a eles. Somos nós que moldamos a energia.

Podemos sempre escolher, e é mais simples do que parece. Mas na prática, nem tudo é tão simples.

Reclamar é um ato subtil de moldar energia, porque é uma prática que foi normalizada, e assim feita socialmente aceitável. Assim, não parece o que realmente é: um vício.


Enquanto que ao expressarmos raiva ou ódio de maneira física, como ao atirar um objeto ou a dar uma pancada numa parede, estamos a arranjar maneira de canalizar sentimentos negativos engarrafados, ao reclamar estamos a fazê-lo, mas com uma postura de quem quer solucionar (mas está longe disso).

Quando reclamamos, estamos a perpetuar situações que não queremos para nós. E perpetuar não significa apenas viver a mesma situação desagradável várias vezes, mas viver a mesma situação desagrável de várias maneiras diferentes. O Universo é sábio, mostra-nos de várias maneiras até entendermos qual é a parte que precisamos entender, para ascender.

Antes, pensava que ignorar o que não gosto é que era a solução para viver o que gosto. Agora, começo a achar que aceitar que o que não gosto existe e transformá-lo em algo valioso é a chave para transformar a minha perspetiva, e, assim, a minha vida.

Por exemplo, se vivemos em situações que nos causam desconforto, não é sinal que precisamos ignorá-las, ou, pior, desistirmos delas e deixá-las para trás, para esquecer que alguma vez existiram. Temos que ter consciência que o desconforto é uma ilusão, e que é opcional, mesmo no mais aterrador dos cenários. Está tudo na nossa energia, naquilo que nos escolhemos sintonizar.

Não estou aqui para falar que tudo são rosas, porque sei que não são. Se fosse tudo perfeito e maravilhoso, não estaria aqui para falar nisso, nem todos os artistas que transformaram os seus traumas em arte. Não precisamos de viver situações chocantes para sermos mestres. Já somos, sempre fomos mestres.

Mas o como exercemos o dom com que nascemos é algo que aprendemos na vida física, com todas as evidências peculiares que o Universo nos mostra, de como anda o nosso mundo interno.

Cláudia

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