Quem Realmente nos Guia no Mundo Físico?

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Quem


Acredito que não existem coincidências.

Quando as coisas se encaixam de tal forma que parece que foi de propósito, eu sei que foi mesmo. Quem foi? Isto é uma questão profunda de se responder. Mergulhemos então, na origem das coisas. Especificamente, na razão dos acontecimentos da nossa vida.

Quando falo em intuição, não me refiro apenas àqueles augúrios que se tem antes de algo acontecer. Falo de uma força que guia as nossas ações, palavras e postura antes de um acontecimento. E pode ser qualquer acontecimento, não apenas coisas "grandes".

Há um caminho que percorremos, consoante a frequência em que nos encontramos. A intuição é o que nos dá as "ordens invisíveis" para seguirmos em frente nesse caminho.

É algo que apenas pode ser sentido individualmente para ser entendido.

E, quanto mais alimentamos essa voz que nos guia, mais podemos beneficiar com ela.

Entendemos que não se trata de uma voz audível, mas de um impulso naturalÉ como se tivéssemos de agir naquele momento daquela maneira, apenas porque sim.


Quem



Entendemos também que não era apenas "porque sim", mas porque aquela ação tinha significado. Com ela é que seguimos em frente no caminho, com muito mais facilidade e no momento certo.

Coisas como a intuição, as coincidências e os milagres é que temos uma ideia de que a vida não é por acaso. A nossa existência tem um significado, nós temos um papel.

Mas quem, especificamente, é que nos guia? 
Será o Universo?
Será Deus?
Será uma outra entidade sem nome?

Somos nós. E tu podes ser considerado como o Universo ou Deus, porque fazes parte disso. O Todo é uma extensão de nós - como seres humanos, personalidades, almas. Cada pequeno detalhe da nossa existência contribui para esse Todo.

Não existe somente o nosso Eu Físico.

Podemos ter tido a ideia errada daquilo que realmente significa "eu". O eu físico pode ser caracterizado por um corpo físico, uma personalidade, um ego, experiências de vida que influenciaram o que é agora.


Quem


Mas o verdadeiro eu é infinitamente mais amplo que isso. O eu que realmente somos é, na verdade, um "nós".

Aquilo que somos realmente é o coletivo, é o conjunto que faz sentido.

Todas as sincronias nos remetem àquilo que realmente importa, tudo o que acontece na nossa vida que nos dá clareza mostra-nos que o Eu Coletivo é o mais importante, e essa essência, essa verdade, é o ensinamento mais valioso que podemos adquirir.

O eu físico, aquele que é comummente chamado de ego, é na verdade a camada mais inferior daquilo que realmente somos. É apenas a ponta do icebergue.

"Acima" de nós, temos o nosso Eu Superior, ou Eu Maior - que também é chamado de alma. Mas a alma não é uma espécie de fantasma que fica após a nossa morte, mas uma essência que é a origem de nós como somos hoje, e que é eterna. É a nossa parte mais sábia, por estar mais conectada com o Universo e com a sabedoria do cosmos.

Tudo isto pode parecer demasiado grande para ser verdade, porque convenceram-nos tanto da nossa pequenez que nos limitámos a esse conceito do "eu sou".

Tal como a intuição, o conceito do Eu Superior é difícil de explicar, e apenas pode ser verdadeiramente entendido através da sensação individual.


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Podemos aceder a esta parte mais extensa de nós através da meditação. A meditação torna-nos, gradualmente, mais conscientes da nossa essência não-física. É uma prática que alarga a nossa perceção daquilo que realmente somos, porque livres de pensamentos que advém do ego (do eu físico), conseguimos ouvir a essência inaudível, sentindo-a. 

O Eu Superior não precisa de falar connosco, pois nós somos parte dele. O Eu Superior ama-nos incondicionalmente, porque sabe que onde estamos é exatamente o lugar certo, e estamos a cumprir o nosso propósito: simplesmente existir, e assim, expandir.

Esta essência é o "eu sou" no seu verdadeiro sentido: livre de conceitos. É a existência sem justificação ou rótulo. É a existência sem precisar de merecê-la: eu sou, e isto é o suficiente.

Cláudia

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