Empatas: Aqueles que São Esponjas das Energias Alheias

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Empatas



Empatia: a capacidade de se colocar no lugar do outro.

É visto como uma virtude, uma qualidade que poucos ousam cultivar. Porque colocarmo-nos no lugar de alguém que sofre não é tarefa fácil.

Dizem que generosidade passa pela empatia. Que além de darmos o que pudermos, temos que nos imaginar na situação daquela pessoa. 

Gostaria de falar sobre empatia enquadrada no contexto da Lei da Atração.


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O facto é que muitos são empatas não por opção ou por treino, mas por natureza.

Uns nascem assim, outros tornam-se assim devido à educação que tiveram, ao ambiente em que cresceram, à profissão pela qual enveredaram.

Isto faz-me crer que empatia não é algo que ganhamos, é algo que simplesmente acontece dentro de nós. 

Como qualquer outra coisa, é algo que tem aspetos positivos e negativos.

A empatia pode ser usufruída de maneira benéfica ou nefasta, tanto para nós como para os outros.


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O mais claro exemplo que tive de como exercer com eficácia a empatia foi quando fui introduzida ao mundo da piscologia.

Uma sessão de psicoterapia visa ajudar alguém a encontrar as soluções dentro de si mesmo. A qualidade de um verdadeiro profissional na ajuda dos seus pacientes é a empatia.

Se o psicólogo sente empatia pelos seus pacientes, só assim irá ajudá-los verdadeiramente, e a sua tarefa será cumprida. E o que é essa empatia? É entender a dor da outra pessoa, é ter ideia do sofrimento pelo qual está a passar. Mas além disso, é a capacidade do profissional transcender as condições em que a pessoa se encontra, e conseguir vê-la já recuperada e melhorada.

Isto é aplicar a empatia com sucesso. Podemos ajudar os outros não apenas entendendo onde se encontram, como também imaginando-os já no patamar em que desejam encontrar-se.


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Apenas podemos ajudar alguém se soubermos que ela vai ficar bem. Se sentirmos isso, e transmitirmos essa energia, estamos a ser um catalisador na melhoria do estado emocional dessa pessoa. Estamos a dar a mão e a trazê-la para cima.

Mas nem todos os empatas aplicam a sua capacidade de maneira positiva. Há seres que desperdiçam tempo e energia desnecessariamente e inconscientemente, absorvendo as vibrações alheias.

Muitos se podem incluir nesta categoria.

Também são chamados de sensitivos, as pessoas que não dedicam alguns momentos do seu dia a pensar e sentir deliberadamente, e simplesmente observam e absorvem aquilo que vivem, mesmo se essa vivência tiver sido algo tão simples como caminhar na rua.

O facto é que corremos grande risco de absorver tudo à nossa volta. Somos seres observadores e curiosos, e com este boom de trocas de informações, circulação de pessoas e abundância de eventos no dia a dia, podemos sentir-nos absolutamente exaustos. Drenados emocionalmente e fisicamente.


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Quantas vezes ouço (e este também é o meu caso) que muitas vezes depois de ir a um lugar, especialmente se tiver sido rodeado de uma multidão de pessoas, há muitos que se sentem inexplicavelmente cansados ao regressar a casa? 

Apenas apetece silêncio, descanso e distração. Mas muitas vezes até a distração cansa ainda mais, porque com os smartphones somos bombardeados com informações e com atualizações de tudo o que acontece no Mundo e na vida dos outros.

O que fazer então? Como mudar a maneira como absorvemos as situações da vida?


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Não me canso de relembrar aos meus leitores que a prioridade número 1 é sempre cuidarmos de nós: sentirmo-nos bem, pensando positivo, mudando as nossas crenças em relação à vida e termos como objetivo sempre sermos melhores.

No que toca à empatia, é importante frisar o caso que referi da psicoterapia. Ser um empata que melhora a vida dos outros tem que ver com termos a capacidade de ver os outros melhor, conectarmo-nos à Felicidade para que assim consigamos transmitir isso a quem nos pede ajuda.

Ensinaram-nos que para vivermos de maneira civilizada na sociedade, temos que ser iguais aos outros. E isto incluindo na maneira como o outro se sente. Se alguém está triste, devemos entristecer-nos para chegar ao seu "nível".

Mas não é assim. E termos absorvido esta crença inconscientemente fez com que o nosso comportamento e emoções fossem apenas respostas ao ambiente. 

As pessoas que estão bem conectadas com as suas próprias emoções e as sentem de maneira intensa (os tais sensitivos) devem reconhecer que são assim e não ter medo de sentir o que sentem no momento, porque ser "anestesiado" não é bom e caímos no hábito de nos desligarmos da nossa conexão com o Eu Maior, que se comunica connosco através do que sentimos.

O mais importante aqui é: mais importante que o outro, somos nós - é sempre a prioridade o que estamos a sentir, e pensar em como podemos melhorar o nosso estado emocional e mental. Porque quanto melhor estamos, mais estaremos a ajudar quem se quer melhorar a si mesmo.

A resposta está sempre dentro. Empatas de plantão, olhem mais para vocês!

Cláudia

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