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Apatia Nas Amizades: O Que Aprendi Com Companhias Tóxicas

Written By Cláudia Rocha on 10 de abril de 2017 | 16:42:00


Amizades



Tenho pensado bastante sobre o tema "Amizades".

Neste blog não exponho apenas o que me correu bem e como consegui atrair circunstâncias positivas para a minha vida - aproveito também a oportunidade para falar do que me incomoda.


O que para nós é incómodo é o que traz as melhorias mais grandiosas. Sejam as pessoas irritantes, traumas que nos aconteceram ou problemas atuais que nos abalaram, todas essas coisas menos boas são a causa para os progressos mais significativos.


São os problemas que mudam a nossa perspetiva, que nos fazem refletir e relembrar sobre o que realmente queremos, e ajudam-nos a definir melhor onde ir e abrem a porta para novas soluções. Aliás, sem problemas, não existiram soluções.


Amizades



Há áreas da nossa vida que antes eram vistas como problemas e agora correm muito bem e nem sequer pensamos muito nelas. Enquanto há outras que ainda vemos como circunstâncias a resolver e quebramos a cabeça a pensar no como.


Falemos, então, de amigos.



Amizades



A palavra que me vem logo à mente é apatia. Sinto que existe muita apatia nas amizades. A sociedade é apática em geral, seja com os smarthphones que nos deram amnésia de como conviver, a competição para ver quem tem mais sucesso na carreira e no dinheiro que nos esvaziou a mente do que realmente importa, a deficiência do Sistema que dura há tanto tempo que muita gente nem o questiona, enfim.

Mas penso que a área mais preocupante na qual a apatia se destaca são as amizades.

A meu ver, a apatia é como um vírus silencioso. Instalou-se de fininho nas pessoas, e ninguém nota nada, mas os efeitos são visíveis.

Posso dizer que hoje tenho zero amigos. É isso mesmo, zero.

Não há uma única alma (sem contar com o meu núcleo familiar e o meu companheiro) com quem eu tenha estabelecido um laço genuíno de amizade.

Há várias razões para isso ter acontecido, reconhecíveis superficialmente. Mas, no fundo, eu sei que tudo se deve à minha perspetiva negativa sobre amizade.

Foi a vibração que treinei sobre as pessoas, a minha crença de que é praticamente impossível ter amigos verdadeiros que não me dececionem ou abandonem de alguma forma.

Sim, eu sei que estou a fazer o papel de vítima, e que sou eu que crio o que acontece na minha vida. Eu sei que este é um tema sobre o qual as minhas crenças têm que mudar, para que a mudança que desejo aconteça.

É um problema que me assola, porque continuo a culpar os outros por me terem perpetuado esta vibração negativa que tenho sobre amizade.

Mas na verdade eu sei que tenho é que agradecer.

Tive tanto tempo uma perspetiva pessimista sobre as pessoas, e sempre me senti sozinha, mesmo no meio de uma multidão. Nunca me senti ouvida, mesmo desabafando e expondo as minhas opiniões sobre variados assuntos. Mas nunca teria tido consciente da mentalidade que pratiquei, se as pessoas no caminho não me tivessem mostrado!

Eu sei que os amigos que me dececionaram não eram como me mostraram que eram. O que eu vi foram apenas versões deles que atraí, que condiziam com a vibração que estava a emitir para o Universo. Elas foram como mensageiros, e não fazem nem ideia disso.

Já convivi com pessoas mesquinhas, invejosas, desagradáveis, traidoras, manipuladoras, narcisistas. Senti o desgosto de conviver durante um longo período com pessoas que pensava gostarem da minha companhia como eu delas, tudo para no fim acabar com uma discussão sem nexo que apenas serviu como desculpa para nos afastarmos definitavamente.


Hoje em dia, a experiência que estou a ter é a da apatia.

As pessoas com quem convivi durante longos anos desde a infância ou adolescência, nunca estão disponíveis para se reencontrar comigo, ou transformaram-se totalmente e já não temos nada compatível nem para dialogar.

Pessoas que conheci durante pouco tempo mas com quem me identifiquei totalmente, nunca entram em contacto comigo talvez por total falta de interesse.

Já refleti muito sobre as razões das pessoas que conheci serem todas assim (pelo menos as pessoas com quem pensava ter amizade). Já me culpei a mim por ser demasiado seletiva. Já as culpei a elas por não fazerem esforço nenhum para falar comigo. Já culpei a cultura por dar demasiado ênfase ao sucesso e nunca aos laços afetivos que as pessoas podem criar.

Mas já cheguei à conclusão, e tenho a certeza absoluta, que tudo isto aconteceu para que eu me preparasse para o que realmente quero e mereço.

Eu mereço amizades verdadeiras, genuínas, duradouras. Eu mereço sentir-me confortável para falar e ouvir pessoas com quem me identifico. Mereço não ter vergonha de expressar o meu afeto e gratidão por existirem almas tão excecionais, e estar com essas pessoas o máximo que puder, conversando horas a fio, abraçando, partindo em aventura e perdendo o medo de confiar.

Eu quero seguir em frente e mudar de perspetiva. O que eu quero é o oposto do que vivi até agora, e consigo pelo menos ter uma ideia de como será. Consigo imaginar e ter a certeza de que esses amigos existem e que vão cruzar o meu caminho quando eu estiver pronta.

E quando cruzarem, apenas tenho que agradecer àqueles que conheci no passado.

Cláudia

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