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O Poder da Educação - Sem Ser Académica

Written By Cláudia Rocha on 5 de janeiro de 2017 | 15:39:00


Poder




Sobrevaloriza-se muito a escolarização como forma de nos cultivarmos como seres humanos. Hoje em dia, uma pessoa culta é uma pessoa formada. Um diploma é sinal de educação.

Mas hoje vamos falar sobre outro tipo de educação - aquela que fica esquecida, no canto da nossa mente. Em algumas pessoas já empoeirada porque não é usada diariamente.


Falo da educação que é primeiro aprendida com os nossos pais, tios, avós, bisavós. Ou que é absorvida naturalmente através do tipo de ambiente que vivemos. Se convivemos com pessoas educadas, vamos partir do princípio que ser assim é o comportamento natural.

Logo na infância, aprendemos a ter maneiras. A pegar no garfo e faca, a mastigar de boca fechada, a não gritar em locais públicos ou falar mal para os adultos. Os nossos pais dão-nos instruções claras de como fazê-lo - se fazemos bem, somos recompensados, se fazemos mal, somos repreendidos.

Não acredito que ter maneiras seja o mais importante na infância. Como crianças, é normal fazermos as coisas da maneira socialmente "incorreta" - sujarmo-nos, gritar, rir, chorar, brincar...porque estamos a explorar o ambiente à nossa volta e tudo é novo.

Poder


Não são as maneiras aquilo que é mais importante no que toca a ter educação. Sabermos comer à mesa não vai mudar o Mundo ou beneficiar aqueles com quem convivemos, embora torne o ambiente mais calmo e harmonioso. Sermos civilizados é o básico.

Mas sermos educados é uma coisa bem diferente. Educação significa igualdade, humildade, elegância. Muito se fala de status, de posição social. As pessoas com possibilidades estudam em colégios e universidades privadas e outras em estabelecimentos públicos. Mas ser educado é uma atitude e não uma posição social. Em termos de atitude, pessoas que estudaram num local e outras noutro são, a maior parte das vezes, praticamente iguais.

Andei em colégios privados durante toda a minha infância e adolescência. À medida que o meu caráter se foi formando, tomei decisões sobre que tipo de pessoa queria ser e com quem gostaria de conviver. Entendi que as pessoas que conheci não se adequavam aos meus critérios, porque tinham valores diferentes dos meus.

Não me considero superior, mas defendo que cada um deve ser seletivo com as suas companhias, e que estas tenham ideiais e valores parecidos com os seus. Não foi isto que aconteceu com os meus colegas de turma.

Acho que pode ter a ver com uma perda dos valores nas pessoas da minha idade - é que nós somos tão pressionados a sermos bem-sucedidos na escola, na carreira e socialmente, que nos esquecemos daquilo que realmente é importante.

E quem conheci em todos esses anos tinha o básico - eram civilizados, sabiam conversar, eram ambiciosos - mas faltava-lhes o que era mais difícil de obter: mente aberta, curiosidade, criatividade. Talvez tenha tido azar. Talvez a minha visão seja restrita demais e não tenha permitido que as companhias certas convivessem comigo. Mas uma coisa é certa: não me arrependo de nada.Sofri bullying, desentendimentos e discussões sem qualquer nexo. Fui vítima da minha própria mentalidade.

É que eu não via como é que poderia ser uma pessoa formada se não sabia como amar-me a mim mesma. Tive que aprendê-lo sozinha.

E entendi que educação não é ser graduada ou ter maneiras à mesa. É algo muito mais subtil do que isso.


Poder

É o respeito que transcende a tolerância. Não ser educado por obrigação, mas por vontade. Por desejo de ser melhor e de tornar o dia dos outros melhor.

Para mim, uma pessoa com educação é alguém que vê além da posição social e da aparência. Que trata todos com igual bondade, respeito e consideração. É uma atitude que não é comprada, emoldurada, ditada. É adquirida individualmente.

E ser-se educado assim tem muito poder. É o que transforma limitações em possibilidades, diferenças em desafios, inimigos em professores. É ser-se instruído pela vida e não pelos livros.

Alguém com este tipo de caráter formado, entende os seus inimigos em vez de reagir com violência - não porque lhe ensinaram assim mas porque aprendeu por si mesmo.

É uma pessoa que nunca sabe demais. Cada experiência é uma lição diferente, uma aprendizagem nova.

Acima de tudo é uma mente aberta para a diversidade humana. A cultura em que se nasceu é uma das milhares que existem no Mundo. O Mundo é a nossa casa e se apenas explorarmos o ambiente em que nascemos, estaremos a cingir-nos a uma única divisão.

Cláudia









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