Estou a Aprender a Deixar Tudo Para o Universo

by - 16:21:00

Confesso que por vezes é difícil confiar no fluir natural das coisas, nas mãos de uma espécie de destino incontrolável. Queremos agarrar bem o leme da nossa vida, controlar cada movimento e superar obstáculos - sabendo que o fizemos nós, e não uma força superior.




Porém, quando se fala nas pessoas que passaram por grandes dificuldades e "deram a volta por cima", normalmente isso associa-se a essa tal força superior, algo que parece maior que a própria vida. 

Os milagres fazem-nos acreditar que estamos nas mãos de anjos nos momentos mais difíceis e que no resto do tempo temos que continuar a acreditar que somos guiados e orientados para a melhor decisão. Mas milagres não existem, pelo menos no sentido que a cultura lhes deu - os problemas são oportunidades para notarmos que somos e temos acesso a essa inteligência divina, e que esta se encontra sempre dentro de nós!

"O milagre não prova o impossível; serve, apenas, como confirmação do que é possível."- Textos judaicos


No blog falo muito sobre os vícios humanos. Posso compará-lo com o que Eckhart Tolle falou no seu livro "O Despertar de uma Nova Consciência" - nos livros sagrados, o pecado não significa que se fez algo errado ou imoral. Pecar é simplesmente a ação que resulta do desequilíbrio entre o ego e o espírito.

Se alimentamos as nossas vontades egoístas e negligenciamos completamente o nosso propósito maior (felicidade, amor incondicional, etc), entramos em declínio, e geram-se emoções negativas que nos fazem esquecer ainda mais que não somos apenas seres físicos.



Por exemplo, quando queremos algo na nossa vida, a única razão para não permitirmos que este desejo se manifeste naturalmente são as desculpas que damos para afagar o nosso ego.

Não temos aquilo, e sentimo-nos impotentes, e dizemos que o motivo para não ter é porque as coisas andam mal no Mundo, as pessoas são más e a vida é injusta - enfim, culpamos tudo e todos, menos a nós mesmos.


E parece tão irrealista deixar tudo isso de lado e dizer: "Não, eu sei que se eu relaxar acontece. Eu crio a minha própria realidade e se algo não acontece é porque algo tem de melhorar em mim".

Não é nenhuma espécie de provação por parte do Cosmos, é simplesmente uma evidência de que ainda não tens a mentalidade de merecimento em relação ao assunto. E o merecimento não tem a ver com ser um vencedor, um mestre, ser o melhor entre todos. Tem a ver com relaxar, com deixar.




Por exemplo, algo que alivia bastante saber é que ninguém está errado, porque tudo aquilo que decidimos fazer na nossa vida tem como objetivo a nossa própria Felicidade, e a dos outros também. Não há nenhum ser que, na sua essência, queira o mal dos outros, e que isso o faça feliz.

Por isso, não existem erros, apenas aprendizagens sobre o que podemos fazer que nos traga mais felicidade. E todas as aprendizagens têm a mesma mensagem: que a Felicidade é resultado de uma decisão individual, não de uma reação aos acontecimentos. Esta vem sempre de dentro de nós, e irradia para tudo e todos ao nosso redor.

E é também resultado da aceitação das condições, e da falta de controlo que temos delas.Tentar assumir o papel do Universo cansa muito, e causa sempre infelicidade, pois nenhum ser humano tem o poder de manipular circunstâncias e pessoas para que estas o façam feliz. Pode, em vez disso, sentir-se feliz primeiro, e o Universo providenciará a inspiração para agir em conformidade com os seus desejos.





Eu própria estou constantemente a aprender para deixar as coisas nas mãos do Não-Físico, da orquestração divina. O meu único trabalho é e sempre será encontrar a conexão com essa energia, para que assim veja o quão bem tudo realmente está, e ser consciente das sincronias que estão sempre a acontecer, inclusive na minha própria vida.
Tudo o que parece um problema é resultado do meu desequilíbrio e perda de conexão com o meu Ser Interior. Porque esta parte invisível de mim é mais sábia e está sempre ciente de que o Universo responde ao que estou a emitir.

A aprendizagem nunca acaba, e nenhuma experiência é errada.

Cláudia





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