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Como Encontrar o teu Lugar Tranquilo

Written By Cláudia Rocha on 13 de janeiro de 2017 | 14:26:00



Apenas podemos encontrar a calma dentro de nós.


Passei de uma pessoa ansiosa todos os dias para uma de (quase) constante calma. Sou relaxada porque aprendi a ser assim. Não tenho uma atitude de “dane-se” para a vida, não sou totalmente despreocupada. Sou realista.

 

A maneira como vejo a realidade é simples: tudo o que permito, vem.

 

A minha mente molda os acontecimentos. O meu cenário mental é sempre equivalente à mistura de acontecimentos que se desenrolam.

 

Em momentos de caos, tudo parece induzir-nos à angústia. A sentimentos negativos e que causam um tumulto ainda maior aos nossos pensamentos. Ah, e vêm tão facilmente. Afirmações como “não consigo” e “isto só pode piorar” parecem fluir tão mais rapidamente na nossa cabeça que “eu sou capaz” e “tudo melhora para mim”.




 

Acho que já todos temos uma ideia do porquê. A cultura em geral induz a isso. Há uma inclinação óbvia para o negativo, e somos mais “treinados” para esse lado de qualquer questão.

 

Cada questão tem dois lados, é um facto. Nós próprios temos duas polaridades. No fundo, tudo se resume a: amor e medo.

 

Já que vivemos numa cultura do medo, em que este triunfa sobre questões mais importantes e que parecem ter mais riscos, como a economia por exemplo, somos altamente expostos a crenças limitantes e que nos apresentam uma suposta visão do que é realidade.

 

Pois o problema é que o Ser Humano não é baseado no medo. Nós somos, essencialmente, amor! Nós somos energia positiva, a energia da criação. Somos criados e criadores. Por isso, é fisicamente e emocionalmente impossível para uma pessoa viver só do medo. Esgota-nos. Causa fatiga e apatia.




 

Tornámo-nos robôs porque já nem decidimos ao certo. Decidem por nós, porque já sabemos que o medo prevalece por ser o que diminuiu os riscos, os acidentes, as doenças, os desgostos. Por isso é que se escolhe, inconscientemente, o medo em vez de amor – é mais seguro.

 

E então, quem parece descontraído demais é visto como inconsequente. Porque “a realidade da vida não é essa”, e temos que nos precaver mais, ser mais quadrados, seguir as regras do jogo.

 

Mas qual jogo?!

 

A vida não é um jogo, nós não estamos a competir uns contra os outros e decidir quem vence. Não há espectadores, críticos que decidem quem vale mais e quem merece mais.

 

A vida é uma viagem – doce, feliz, eterna. Que tem como base a Liberdade. Somos livres porque podemos escolher o que pensamos, e se assim é, porque não escolher os pensamentos que condizem com a vida que queremos viver, a vida que é suposto vivermos?

 

Se tens como intenção começar a escolher os teus pensamentos e melhorar a qualidade da tua vida, o primeiro passo é relaxar.

 

Porque mesmo começando a mudar as tuas crenças, aquilo que acontece fisicamente ainda é fruto de crenças passadas.

 

Por exemplo, queres melhorar a relação com a tua mãe, e passas algum tempo a imaginar quão bom é teres um convívio harmonioso e pacífico com ela, mas as discussões ainda acontecem com frequência.

 

Parece que pensar novo não mudou nada, e sentes vontade de entrar na velha onda negativa outra vez, porque “não é justo ela te tratar assim”. E assim, sentes-te inspirado para reclamar mais uma vez, argumentar, criticar. No fundo, não mudaste nada mesmo, porque decidiste perpetuar as crenças limitantes, e bloquear a tua recetividade à relação pacífica que desejavas.

 

Às vezes, a realidade é tão chata, mas tão chata, que parece que não temos remédio senão chatearmo-nos com a vida. E permanecer chateado leva a mais emoções negativas, e emoções negativas levam a desgaste físico e mental.

 

Estou aqui para relembrar que relaxar é o primeiro passo. É provavelmente o dom mais importante que podemos treinar.

 

Mas não é o tipo de relaxamento de ficar em casa todo o domingo. Esse nem sequer acontece uma vez por semana, se se estiver com a cabeça no stress de segunda.

 

Falo de um relaxamento mental. O nosso lugar tranquilo, silencioso, benevolente. Temos de fazer como se estivéssemos a falar connosco mesmos como se nos víssemos à nossa frente.

 

Se te visses a ti mesmo numa fase difícil, cheio de problemas, o que é que te dirias a ti mesmo?

 

E se fosse o teu melhor amigo, o que lhe dirias?

 

Temos de ser os nossos melhores amigos. Aí é que está a chave: amarmo-nos mais do que qualquer outra pessoa, tratarmo-nos bem acima de qualquer condição e crítica. Se amarmos alguém mais do que a nós, as suas críticas tornam-se uma realidade.

 

Mas quem se ama de verdade, consegue ver o seu valor até quando alguém amado lhe critica.

 

O bónus é que, se nos amarmos incondicionalmente, aprendemos a amar assim os outros, mesmo sem querer.

 

Quando estiveres triste e aceitares a tristeza como uma fase temporária, te vires com olhos de amor e respeitares onde estás, farás o mesmo com o amigo que está num momento negativo e nem ele se ama a ele mesmo.

 

Encontrar esse lugar tranquilo primeiro pode ser difícil, mas quantas mais vezes o fizermos, mais natural se tornará.

 

Identificamos o lugar tranquilo através dos nossos sentimentos e até sensações físicas, sinais que o corpo nos dá acerca da vibração que estamos a emitir.

 

O processo de relaxamento tem a ver com, primeiro de tudo, aceitar onde estamos. Estás com problemas de dinheiro? Que seja. Nada a fazer para controlar isso neste preciso momento. Alguém te tratou mal? Não podes mudar o que essa pessoa faz. Aceita a tua falta de controlo da situação. Primeiro vai parecer que és incapaz, mas depois irás perceber a bênção que isso é – não ter que planear, organizar, lidar com todas as situações, pessoas e atitudes. Não és tu que tens essa responsabilidade – não é maravilhoso?

 

Depois, é um passo a passo. Seguimos a nossa intenção de nos acalmarmos, e a nossa mente vai recebendo pensamentos cada vez mais positivos. O nosso estado natural é a positividade, por isso não é preciso grande esforço para encontrarmos um pensamento melhor que o outro.

 

Por fim, temos evidências instantâneas de que acabámos de mudar como nos sentimos.

 

Não foi preciso nenhuma condição mudar, ou nós mudarmos de lugar. Apenas foi precisa uma mudança de foco! Foi só isso, apenas dirigimos a atenção para nós mesmos, e encontramos a calma em nós.




 

Porque nós somos naturalmente recetivos às coisas positivas, às energias de abundância, à força da criação. Treinar a calma é o ponto de partida para sermos criadores em vez de observadores.

Cláudia

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