Redescobrindo o Nosso Propósito Como Seres Humanos

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2016 foi um ano de mudanças. Aliás, na numerologia, 9 indica o fim de um ciclo e o começo de outro (2+0+1+6=9). Ou seja, os eventos que ocorreram, catastróficos ou não, tiveram que acontecer para formar mudanças no Mundo e na sociedade.

Com o fim do caos, há a clareza para praticar as mudanças que apenas existiam em teoria. 


Certa vez, li um livro chamado "The Tipping Point" - que significa algo como "ponto de ebulição" - que falava do estado em que chegam certas coisas que obriga à mudança. É inevitável, porque chegou àquele ponto. Como um balancé dos parques de diversão, um lado fica tão pesado que obriga o outro a subir. To tip significa inclinar.

No fundo, é o que ocorre quando o conjunto de muitos eventos "pequenos" leva a uma grande transformação.

E penso que é este o ponto ao qual chegámos.

Muitas pequenas coisas que, incómodas ou não, foram a causa de um grande acordar. Mais e mais pessoas tiveram a inspiração de pesquisar mais a fundo sobre o porquê disto tudo.

Usando o seu próprio discernimento, chegaram a conclusões novas. Ideologias renovadas sobre si mesmos, sobre o Mundo e a sociedade. Alcançaram novos paradigmas, não porque alguém lhes disse, mas porque descobriram-nos eles mesmos.

Já alguma vez leste algo que estava totalmente em sintonia com o que desconfiavas? Uma frase, uma música ou uma pessoa, que te disse algo que concordavas completamente, mas que nunca tinhas ouvido antes? É como se fosse uma reprodução do teu subconsciente, uma repetição de uma ideia que nunca ousaste transmitir, mas que alguém o fez por ti?


Isso aconteceu porque pediste ao Universo, de alguma forma.

Quando procuramos respostas para questões demasiado grandes para serem aprofundadas na pressa do dia-a-dia, deixamos um convite ao cosmos para que ele nos mostre, mesmo que seja aos poucos, aquilo que queríamos saber, mas não nos atrevemos a perguntar.

Porque ninguém acha que tem tempo para falar de coisas demasiado grandes. Como o seu propósito de vida. Ou então, repetem frases clichés como "é o meu destino, a minha missão", ou diz que tem de continuar a trabalhar para sustentar a sua casa e família e não tem cabeça para dialogar sobre assuntos "filosóficos".

As pessoas acham que o seu destino é manter uma atividade limitada como trabalhar e ganhar dinheiro. Preenchem o vazio da sua existência física com dinheiro e posses. São capazes até de passar por cima de pessoas honestas para subir de cargo. E ainda nos dizem que o Mundo é assim mesmo.


Pois bem, a nossa existência transcende qualquer conhecimento científico ou literário. Existimos fisicamente por um lado, mas espiritualmente por outro, que atravessa tempo e espaço. E quem é que nos poderia explicar isto?

Se o nosso espírito não é limitado por coisas tão físicas e conhecidas tão bem por nós, humanos de carne e osso, como é que poderíamos achar que o nosso propósito era mais que suster a nossa sobrevivência, adquirir mais posses, e viver da maneira que nos agrada, no mínimo possível?

E ainda nos dizem que temos de "merecer" esta existência medíocre, que mais se assemelha a sobrevivência. E nós, almas sedentas de mais, o tempo todo, não suportamos ouvir isso, mas engolimos porque, nesta sociedade com mentalidade de escassez, não dá para dizer que queremos mais.

Pois bem meus amigos leitores, já devem ter lido e ouvido que a nossa missão na Terra é ajudar os outros e aprender lições, mesmo que isso demore várias vidas e punições. Esta premissa assemelha-se ao deus do Catolicismo, que é uma figura paternal que pune e castiga, se não fizermos aquilo que é certo.


A meu ver, não existe certo ou errado. Se existe um deus, ele é amor, ponto. Amor de verdade não vem com essas restrições humanas de "ama-me e faz o que eu quero, senão eu não te amo". Se é para acreditar que existe um vigilante nos céus, que seja um que transcende toda a complexidade dos nossos sentimentos, e simplesmente ame sem regras.


Porque alguém que olhe por nós não tem os nossos vícios e enganos. É alguém claramente superior, em todos os sentidos. Alguém ou algo que é amor na sua essência.

E se temos a ideia de algo que queremos obter, é porque já somos isso, na nossa essência. Por isso, se existe um propósito, nós já o obtemos. Por isso, o único objetivo que deveríamos ter seria retornar a essa essência, essa perspetiva superior que nos permite ser e sentir o que já somos.

Todas as visões que temos vieram dessa consciência alargada e, por já fazermos parte desse Eu Superior, já temos o que visionamos. Apenas precisamos aceder a essa consciência. E como fazê-lo? Cada um tem a sua rota mais fácil. 

É por isso que descobrir esse propósito universal pode demorar várias vidas, e chamaram-no de karma. As "batidas na cabeça" que a vida dá, que o Universo nos dá, para nos relembrar que não somos só "isto". 

A tua maneira de aceder ao propósito da tua existência é diferente da minha. E, quando acederes a esse conhecimento, podes ter uma maneira diferente de o transmitir. Uma coisa é certa: os que ainda não acordaram não vão compreender. E até os que acordaram, têm uma maneira diferente de ver a mesma verdade que a tua.

Mas não deixes que a diversidade de opiniões te impeça de ver a unidade de tudo. O plano maior a que pertencemos, e o objetivo comum que todos temos. 

Sê livre e feliz, e que este novo ano te abençoe com inspiração para pores o que aprendeste em prática.

Cláudia






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