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Reclamações - Calar ou Fazer a Justiça?

Written By Cláudia Rocha on 4 de outubro de 2016 | 21:48:00



Conversas sobre o que corre mal - ouvimo-las o tempo todo. Às vezes até dá vontade de perguntar: "mas, afinal, de que é tu GOSTAS?" No Mundo, nas pessoas, no ambiente em que vivemos, tudo tem as suas coisas boas e más, isto é óbvio. Porém, o que explica a tendência que as pessoas têm de notar apenas o que é negativo?


Notar é uma coisa, mas explicar, justificar, detalhar, analisar...é dar ainda mais atenção ao assunto, que tanto gostaríamos de desprezar. O "problema" é que ele está ali, bem à nossa frente. As coisas que odiamos estão presentes na nossa vida e parece que quanto mais reclamamos, pior fica.

Aquela pessoa que tanto nos revolta pela sua opinião quadrada, mau humor, falsidade...ela está ali, e nada podemos fazer para a remover dali (a não ser claro, que tenhamos uns contactos e álibis que não nos denunciem...), por isso, para quê reclamar?

Sim, eu sei...reclamar às vezes sabe bem. Alguém nos deixa triste pelo seu comentário desrespeitoso, porque nós não merecíamos aquilo. Por isso, fazemos questão de afirmar a nossa posição de inocência (ou vitimização) e dizemos aos outros, que não tivemos culpa nenhuma daquela pessoa agir assim, e que ela deveria ser punida pela sua injustiça para connosco.

Mais uma vez: nós não podemos controlar ninguém, e isso inclui fazê-la sentir-se culpada por nos ter feito mal. Uma coisa que eu própria aprendi com a minha experiência com pessoas que fazem mal é: elas NUNCA acham que são culpadas. Elas são as suas próprias advogadas, e são exímias nisso.

Mas agora uma grande revelação: sabes quem teve culpa daquela pessoa te ter feito mal? Tu mesmo!
E sabes porquê? Porque tudo o que acontece na tua vida é tua responsabilidade.

O que quer que aconteça, foste tu que pensaste, pensaste, pensaste mais um bocado e bum! Algo aconteceu para confirmar o teu pensamento.

O que pensamos, criamos. Quanto mais pensarmos em algo, maior isso se torna na nossa experiência. Por isso, ao reclamarmos, só estamos a atrair mais circunstâncias parecidas (ou piores) para a nossa vida. Para nos pouparmos de experiências negativas desnecessárias, devemos treinar a calma e a clareza da mente.

Eu sei que é muito difícil não culpar as pessoas que nos fazem mal, mas o Universo encarrega-se de trazer as pessoas certas para nós quando nós permitimos que isso aconteça - e isso significa: deixar de reclamar e começar a agradecer.


Hoje, tentei mesmo muito não reclamar: estava no banco, e pensei que ia estar quase vazio, como sempre está àquela hora. Porém, havia uma fila considerável, de 6 ou 7 pessoas à minha frente. Ao lado da fila, estava uma mulher sentada, que presumi acompanhar alguém que estava na fila. Esperei impaciente, e, assim que vi o homem à minha frente sair, a mulher que estava sentada calmamente se posicionou à minha frente, e falou com a mulher do balcão.

Eu estava a fumegar por dentro, ensaiando alguma contestação na minha mente, para que me justificassem o facto daquela mulher, sem qualquer remorso ou incómodo, me ter ultrapassado (justo a mim!). Porém, não disse nada. Não tenho jeito para criar confusões em público, mas tenho muito jeito para olhares cortantes. Olhei-a fixamente, com uma expressão de raiva contida, como uma serial killer.

Quando voltei ao carro, desabafei com o meu namorado, e descarreguei toda a raiva que senti ao ver aquela mulher a cometer uma falta de educação com toda a calma do Mundo. 

Ou seja, quebrei a minha própria ideologia, e reclamei: em vez de ser para a mulher do banco, para o meu namorado no banco do carro. Não importa onde, reclamei e dei atenção ao que me fazia sentir mal.

Pouco tempo depois, no shopping, a Lei da Atração fez das suas: estava noutra fila, desta vez na papelaria, e tinha uma mulher e um homem à minha frente. Quando a mulher saiu, o homem andou um pouco para o lado. A menina da caixa disse: "a seguir, por favor" e o homem olhou para mim, bem fixamente, ficou em silêncio uns 5 segundos e eu ia começar a falar.

Na primeira sílaba ele interrompe-me dizendo: "a menina desculpe, mas eu estava aqui primeiro."

Ora, uma pessoa que se move para o lado, olha para nós e fica em silêncio quando era a sua vez de ser atendido, significa que está a dar passagem, certo? Desta vez não. Desta vez o Universo quis confirmar bem confirmado que, sim, as pessoas vão continuar a ser injustas, mas a mim é que me cabe calar a boca ou reclamar quando isso acontece.

Se for para calar a boca, que me ria muito depois do sucedido, pois mal essas pessoas sabem, atraem o que emanam, e isso é problema delas.

Cláudia



2 comentários:

  1. Me identifiquei mto com esse post. Veio bem a calhar com alguns acontecimentos pelos quais passei esses ultimos dias com minha mãe no posto de saúde. Uma mulher, mesmo com o número da senha dpois do nosso, passou na nossa frente. Minha mãe ficou mto irritada, e o resto do dia, jah pode imaginar, passou mais irritações.
    É msm difícil não escaparmos as vzs da convenção do orgulho humano q nos faz achar q é um absurdo sermos contrariados. Porém, igual vc disse não temos domínio sobre as pessoas. Algo q levo para minha vida é q no momento em q as pessoas agem com ignorância é q é isso oq elas têm para dar, não podemos exigir mais delas, são ignorantes em suas próprias ignorâncias. E qm somos nós para julgar qndo estamos trilhando tdos o caminho da evolução?! A nós, como seres compreensivos, seres q jah tiveram contato com um pouco d luz, cabe apenas compreender e seguir em frente.
    Sábia reflexão a sua.
    Abraçz

    http://motivospelosquaisestoufelizhoje.blogspot.com.br/

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Concordo totalmente! A nossa atitude de compreensão para com essas pessoas vai-nos dar um alívio enorme porque estamos a seguir as ideias que defendemos ao invés de seguir a velha tendência de ser orgulhoso. Tens o meu apoio na tua jornada de evolução :)

      Eliminar

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