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Os meus Erros Definem-me

Written By Cláudia Rocha on 26 de outubro de 2016 | 18:40:00



Vivemos numa sociedade que condena o erro – não falo de coisas graves como deceções, traições e maus-tratos. Mas de erros pequenos, acidentes que, afinal, nos caracterizam como humanos.


Não há nada de errado em errar. As ações que fazemos têm sempre como intenção a nossa própria felicidade, sem exceção. Todos queremos ser felizes e fazer bem as coisas, desenvolver as nossas capacidades e dons, ser vitoriosos.

Mas não somos. Isto porque a nossa viagem nunca termina, nem mesmo com a morte. Somos seres em constante desenvolvimento, porque somos parte do Universo, que é por sua vez eternamente expansivo.

O autoconhecimento nunca é totalmente concretizado, por isso é que as pessoas que mais sabem sobre o sentido da vida e do ser humano, é que dizem que nada é impossível, pois todas as teorias podem ser válidas, tudo depende da perspetiva.

Assim, o erro deve ser visto da perspetiva do infinito: há infinitas maneiras de errar, mas todas elas nos conduzem ao caminho certo: o progresso, a aprendizagem.

Gosto de dizer que vivo sem arrependimentos do passado, mas não é bem assim: se fosse hoje, faria aquilo de maneira diferente, falava de outra maneira, teria outra postura. Mas não se pode mudar o passado, até porque o passado não existe: só o presente.

O presente é tão real que podemos tocá-lo e senti-lo com tudo o que somos. O passado não passa de uma vaga memória que nos deu o que tinha a dar, naquele momento de agora que já se foi.


Tudo o que precisamos está no agora, para seguirmos a jornada de felicidade que desejamos – e acreditem, todos nós estamos a fazer um trabalho magnífico, porque quando mais vivemos, mais aprendemos e, quer apliquemos agora o nosso conhecimento, quer seja na próxima vida, ele nunca foi em vão.

Os meus erros definem-me. Se não tivesse chorado compulsivamente, ninguém saberia a minha dor para me ajudar a enfrentá-la. Se não tivesse dito àquele homem que o amo, ele nunca me teria pedido em namoro. Se não tivesse comprado aquele casaco caro, não teria nada tão quente para me aquecer no inverno gelado.

Aquilo que os outros dizem para não fazermos quando o queremos mesmo fazer não deve causar arrependimento. Seguir o que preferimos requer garra, coragem e identidade própria.

Cada um tem a sua noção do que é certo e errado, mas ninguém tem o direito de julgar os outros sob as suas próprias regras, fazendo-os sentir culpados por serem humanos e quebrarem a rotina, ou pensar fora da caixa.


Os meus erros definem-me, porque se eu tivesse seguido apenas o que os outros me disseram que era melhor fazer, teria vivido a vida deles e não a minha. E isso teria sido demasiado aborrecido.

Cláudia

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