Eu em Primeiro Lugar, Sempre

by - 15:15:00



Com toda a correria, esquecemo-nos de nós. Das nossas preferências, do nosso lazer, dos nossos objetivos.


Com todas as deceções, deixamo-nos ir abaixo e achamos que culpar a outra pessoa nos vai fazer sentir melhor.

Com toda a frieza nas pessoas, esquecemo-nos de ser o amor que procuramos, e que merecemos receber.

Aquela frase: "tu aceitas o amor que achas que mereces" é verdade, mas há que ter em atenção que este amor e este merecimento vem de nós, e mais ninguém.


Temos a ilusão que as pessoas nos amam, nos odeiam - ou pior, nos desprezam. Mas o que elas nos fazem é simplesmente refletir o que nós fazemos a nós mesmos.

Se te amas, os outros confirmam isso. Se te odeias, és responsável pelos ferimentos que os outros inflingem em ti (por muito que isso custe, foste tu que criaste isso) e se te desprezas, os outros ignorarão a tua existência.

Não é questão de ser justo ou não - toda a gente merece ser amado, acarinhado, respeitado e admirado.

Não estou a dizer que quem sofre traumas como resultado de não gostar de si próprio merece isso, digo apenas que criou isso, sem sequer saber que o fazia.

Mas estou aqui como evidência de que podemos criar o que queremos, mas que tem que começar em nós.

Eu já me odiei muito. Achava-me feia, desprezível, uma falhada. Não reconhecia nenhum dos meus sucessos e custava-me dar-me crédito pelas coisas que fazia bem.

Nessa altura, sofria bullying. Os meus colegas diziam-me, cara a cara, que me achavam feia, com cara de rapaz, mal vestida e estranha.

Eu desmoronava em lágrimas. O meu estado emocional já frágil e debilitado caía espetacularmente quando me diziam coisas injustas e maldosas.

Odiei-os a eles também. Os que amavam diziam que era tudo inveja, mas achei que essa desculpa para me fazer sentir melhor não resultava.

Quando soube da Lei da Atração, juntei as peças do puzzle. Qualquer pessoa que se reprima e deite abaixo, mesmo achando que isso é uma demonstração de humildade, está a arruinar a sua vida.


O que somos connosco mesmos, o que nos dizemos a nós mesmos, é o que os outros nos dizem e fazem.

Ainda estou numa jornada de atrair as pessoas certas para o meu círculo de amizades (que de momento está vazio). Mas já fiz progressos espantosos.

Sou uma pessoa livre, faço apenas o que bem entender, e orgulho-me de não o justificar a ninguém.

Sou ciente das minhas qualidades, e agradeço por tê-las. Alimento o que tenho de bom, pratico a bondade e a serenidade.

Sou tão certa de onde me encontro, que qualquer coisa que não condiz com isso, não tem a minha atenção. 

Se não gosto de uma pessoa, vou-me embora. Se não me sinto bem num sítio, escolho outro. Se alguém é mal educado comigo, corto.

Sou bem assim: eu em primeiro lugar, sempre.

As coisas boas que isso me trouxe são indescritíveis. E, ao contrário do que possa parecer, sou leal com as pessoas que refletem o amor que sou. 

A sua companhia enche-me de felicidade, e sinto-me ainda mais em paz com elas ao meu lado.

Amo-me, e por isso sei amar os outros, deixando-os ser, e não exigindo nada que não me exija a mim mesma.

Cláudia

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2 comentários

  1. Cada post me surpreendo mais e fico cada vez mais grata por eu não ser a única a comungar com tais afirmações, grata por saber q mais pessoas como vc partilham das mesmas afirmações q tenho para a vida. Penso mto sobre isso a respeito da auto-exclusao por coincidencia cheguei até a escrever sobre, tbm sofri bullying na epoca do colégio e hj vejo q indiretamente fui responsável para isso. Eu não acreditava nas minhas qualidades, mas acreditava naquilo q vinha da boca d pessoas totalmente aleatórias a mim.
    As coisas só têm força se acreditamos nelas.
    Grata por esse post!

    http://motivospelosquaisestoufelizhoje.blogspot.com.br

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