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Como a Poesia me Abriu a Porta

Written By Cláudia Rocha on 26 de outubro de 2016 | 18:35:00



Escrever é um excelente processo de auto-cura. Foi o que me fez ver que toda a cura é autoinfligida, à medida que me amo mais e aprendo a ser feliz de novas maneiras.


Já estive no fundo do poço. Uma depressão profunda foi o diagnóstico que a minha psicóloga deu, evidenciando as preocupações da minha mãe. Eu estava num ponto em que me sentia confortável com a flutuação entre as emoções de tristeza e raiva, e raramente ascendia disso.

Nas primeiras consultas, lembro-me quão difícil foi, porque as minhas melhorias foram rápidas. Aprendi, com facilidade, a deixar ir as experiências negativas no passado, e a ser confiante.

Porém, perdoar as circunstâncias más do passado não me evitou de viver as experiências negativas do presente. Nessa altura difícil em que finalmente estava a ter consciência dos meus “demónios pessoais”, as pessoas à minha volta que supostamente me apoiavam, estavam a tornar tudo mais difícil.

De repente, todos os meus amigos, sem exceção, me desiludiram. Mesmo antes disso acontecer, eu já estranhava o comportamento deles, e do prazer que tinham em dizer mal das pessoas e evitar estar comigo além do tempo de aulas. Mesmo assim, estava cega às suas verdadeiras intenções.

Quando eu era fraca e ainda não tinha coragem para expressar a minha verdadeira personalidade em todos os momentos, talvez esses meus “amigos” se sentissem confortáveis à minha beira. Agora, que estava numa fase de grande transformação, eles ficaram com medo e afastaram-se.

Isto revoltou-me muito na altura – afinal, de que servia eu estar a fazer psicoterapia e não ter amigos para acompanharem o meu progresso?

Mesmo assim, em vez de me vingar e confrontar pessoas que nem me queriam ouvir, peguei num caderno.


Era um pequeno caderno preto de capa dura onde eu havia escrito alguns pequenos textos sem grande interesse. Nunca tinha escrito um texto a sério há algum tempo, mas nesse momento decidi que queria desabafar para o papel de uma maneira diferente.

Comecei a escrever poemas. Os versos e cadência fluíam naturalmente através do meu cérebro para a esferográfica. A minha escrita era rápida porque havia muitos sentimentos engarrafados sob a forma de imagens e metáforas.

Com timidez, disse à minha psicóloga o que tinha feito. Ela pediu-me que lesse, e assim o fiz, de voz tremida. Parecia uma confissão para o Mundo, uma exposição dos meus sentimentos, sem segredos ou necessidade de fingir.

À medida que fui tendo mais conclusões sobre os meus problemas, fui escrevendo, ilustrando cada história com rimas e referências do que me inspirava. Contei a experiência real da minha vida, sob a ótica das coisas que lia e filmes que via, e das visões do que desejava.

Mesmo vivendo sob condições sufocantes, sem amigos no meu ano escolar final, conseguia ver a luz ao fundo do túnel. Finalmente, tive a consciência de que já havia saído da caverna. Dezenas de textos escritos, decidi juntá-los, e isso tudo somou uma viagem de transformação sob a forma de poemas.

Cheguei à conclusão que a poesia me ajudou a ver as portas abertas na minha vida, o meu próprio potencial como artista da minha experiência física, usando o poder de acessar ao meu emocional.

Desses poemas nasceu o meu livro “Deixando a Luz Entrar”, pois eu praticamente estava nas trevas, sem saber que podia subir e ir para a luz – e assim o fiz.


Sou grata pela escrita, por me proporcionar uma conexão maior com a perspetiva alargada, e descobrir que há sempre algo mais.


Cláudia


Se desejarem adquirir o livro ou ler excertos, dêem uma espreitadela nos links abaixo.



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