A tua Única Competição deves ser Tu Mesmo

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Uma das afirmações que invade a mente das pessoas inseguras é: “mas há tanta gente melhor que eu!”

E o que eu digo é: mas é claro que há! Há sempre alguém mais bonito, mais bondoso, mais talentoso, mais ágil…Mas isso é positivo. Mostra a diversidade que há no Mundo.


Para todas as capacidades que podemos desenvolver há um nível que se diz ser o de expert, de génio. Todas as pessoas, de onde quer que venham, qualquer que seja a sua idade e contexto têm com certeza a possibilidade de atingir este nível.

A chave é tentar. Porquê? Porque o verdadeiro mestre sabe que nunca há um fim para o quanto pode melhorar. Não existe uma meta, um pedestal no qual a pessoa se coloca e diz: “Cheguei. Consegui superar-me a todos os níveis nesta habilidade, por isso posso finalmente desistir de tentar.”

Há, com certeza, pessoas que pensam assim. Mas isto é uma falsa premissa, porque nós nunca acabamos, realmente, de nos especializar em algo. Não estou a falar de cursos, estou a falar de experiência. Não existe ninguém que seja tão bom naquilo que faz que pense que não pode melhorar ainda mais – e é este o propósito da experiência humana!

No que toca ao tempo, é totalmente irrelevante. Tudo tem a sua hora, e o que dita o momento certo para agir é a inspiração.

Agir sem inspiração apenas contraria o progresso, porque quanto mais gostamos de fazer algo, melhores ficamos a fazê-lo, de forma espontânea. Ou seja, se estamos a mover adiante naquilo que gostamos, é irrelevante, porque o tempo passa “a voar”, e o que conta é a sensação.

Há uns dias vi um vídeo que falava sobre o sentimento de “flow” (fluir). Muitos génios e artistas estão familiarizados com esta emoção, que é mais ou menos assim: queremos começar a desempenhar uma tarefa, ou começar uma obra. Começar é sempre a parte mais difícil, mas assim que “engrenamos” no início, é como se o tempo desaparecesse, e continuamos por longos períodos de tempo aquilo que estamos a fazer, porque é o que nos apaixona.

Este “fluir” é como uma simbiose entre a capacidade de fazer e o nível de dificuldade. Quando nos desafia, é mais entusiasmante ainda, e é como se o nosso corpo e mente nos conduzissem durante todo o processo.

Concluindo, se temos paixão pelo que estamos a fazer, onde nos encontramos e o tempo que demoramos é irrelevante.

Michelangelo disse, nos últimos anos da sua vida, “Ainda estou a aprender”. Nenhuma frase resume melhor a mentalidade de um génio – nunca nos superamos completamente, nem no final da nossa vida, depois de todas as nossas experiências.


Por isso, a competição invejosa não passa de mesquinhez.

Aqueles que são melhores que nós são apenas exemplos das possibilidades que existem. Os patamares que podemos alcançar são demonstrados nos indivíduos que foram mais longe na sua vida, porque se sentiram inspirados a fazê-lo.

Assim, podemos adotar uma opinião de gratidão e não de competição. A nossa vida não é nenhuma corrida. Não há troféus nem títulos que levamos connosco para a próxima encarnação: apenas aprendizagem, uma consciência expandida.

Quanto mais permitirmos que os outros nos elevem aos invés de nos rebaixarem, mais aprendemos. Não precisamos sequer da sua validação, mas da sua própria experiência como amostra do que podemos alcançar e como o fazer.


E a chave é sempre tentar, com inspiração.

Procura dentro de ti o que te move, o que acciona o teu combustível de paixão para fazeres desde as coisas mais grandiosas e que acreditas que podem mudar o Mundo (o teu Mundo) até às coisas mais simples do teu dia a dia.

Desejo-te prosperidade, abundância, e grandes progressos na tua vida


Cláudia 

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