O Meu Corpo é um Templo

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Se escolhemos o Amor como Religião, temos de ser devotos. Em nada contribuímos para espalhar a nossa fé se nos focamos no Ódio - alimentando-o, apontando-o, criticando-o. 

Gandhi ensinou a Paz a favor da paz e não contra a guerra, e se uma mente tão iluminada nos mostrou o poder de um princípio tão simples, é porque as coisas maiores não são tão complexas como parecem. 

Se queremos Amor, temos de ser amor, ponto. 

Tantas pessoas por aí que vivenciam desgostos, traições, desilusões…mas se foi uma des-ilusão foi para nós tirar a poeira dos olhos para vermos que as nossas crenças anteriores eram ilusão. 

Sim, a má experiência no amor aconteceu, alguém fez mal, errou, deu um passo (ou vários) em falso. Mas pensemos em nós: nós estávamos bem antes da experiência negativa ter acontecido? Nós sentíamo-nos seguros desta relação? Nós estávamos felizes com essa pessoa? 

Não há ninguém a culpar, a única coisa a fazer é seguir em frente. Porque é que haveríamos de deixar uma experiência negativa azedar-nos? Os problemas devem ser a nossa crisálida. São a razão da nossa transformação, e deixam-nos melhores do que antes – se deixarmos a necessidade de apontar dedos e arranjar desculpas pelo mal que aconteceu. 

Hoje em dia, mulheres e homens encaram a vida de solteiro como algum tipo de teste: experimentam qualquer coisa que pareça minimamente agradável, expõem-se demasiado, inventam versões deles mesmos que não existem. 

Porquê? Porque a mágoa levou a melhor. Dizem: “ninguém é de confiança”, mas não confiam sequer neles mesmos o suficiente para deixar o amor levar a melhor, e não o ódio. 

Amor muda tudo. É o vento transformador que varre todas as folhas que já caíram: se escolhes amar porque és feliz, tudo o que era tristeza e desamor é passado, e o teu presente é forte, fértil como uma árvore. 

A energia que cria tudo é feita de amor, mas não é um amor qualquer – é Amor Incondicional. É infinito, isento de condições, dogmas, regras. É por isso que odiar alguém sabe tão mal: estás a ir contra a tua essência, que diz que todos somos merecedores de amor e intenção positiva. 

De que adianta bloquear uma intenção bondosa ou o afeto por causa de estar certo, de ser moralmente correto ou “justo”?  

Sê a mudança que queres ter. Nada se poderia aplicar mais quando se fala de amor. Temos de ser o amor que queremos atrair! 

Ama-te primeiro. Passa tempo contigo, pensa no que queres e larga as tuas intenções para o Universo. 

Faz o que reflete o teu amor por ti: caminhadas pela Natureza, um café com as amigas, ir à praia, ler um bom livro – o que quer que seja que te faz sentir bem. 

Isto é a mesma coisa que mostrar afeto a outra pessoa: só que agora, esta pessoa és tu! Mostra que te amas. 

Quanto ao sexo, muitas mulheres podem sentir falta de um toque, de um serão íntimo com alguém, explorar o corpo um do outro…mas não algo sem sentimento verdadeiro, um que seja uma celebração de amor. 

A verdade é que é impossível encontrarmos isso quando não terminamos a nossa viagem de amor-próprio. Esta viagem emocional requer um grande respeito pela nossa pessoa, incluindo pelo nosso próprio corpo. 

Homens ou mulheres, se desejam finalmente encontrar alguém que vos faça sentir nas nuvens, vos trate bem do início ao fim, de forma pura e sincera, valorizem-se. 

O teu corpo é um templo. Ama-te tanto, que tens a certeza que quem entra é devoto a ti. Que te respeita, te admira, que ama a tua essência. Deixa essa pessoa mostrar-te que é tão gentil contigo quanto tu és contigo mesmo.  

Depois que o ritual de amor-próprio está concluído, chega a hora de experimentar essa sensação em dobro. Quando te amas e sabes quem és, a pessoa com quem te partilhas sentirá exatamente o mesmo. Confia. 

Cláudia 

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