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Porque Quero Ser Vegan - Quebrando Preconceitos

Written By Cláudia Rocha on 12 de maio de 2016 | 21:32:00


Segundo uma pesquisa recente, o consumo de carnes vermelhas em Portugal diminuiu drasticamente. Isto revela um "despertar" dos portugueses e uma acrescida importância da escolha do que consomem.


Recentemente, tenho lido e visto muito sobre o Veganismo - e cheguei à conclusão que em muito beneficiará a minha vida em muitos aspetos. Mas ainda não me sinto totalmente pronta a adotar esta mudança. Porquê? Aqui ficam as minhas opiniões acerca da alimentação a que fomos habituados, e porque precisamos mudar estes hábitos. Ser saudável não é só uma moda.


Não sou nenhuma expert em alimentação. Não tenho qualquer diploma ou noção científica de como os alimentos influenciam o nosso corpo - mas tenho-me a mim mesma. E cheguei à conclusão que o que sinto sobre alguma coisa leva-me sempre à verdade. O nosso corpo e as nossas emoções guiam-nos o caminho para aquilo que é melhor na nossa vida.

Desde há algum tempo, tenho-me desiludido com o Mundo e, ao mesmo tempo, tido mais esperança nele. Isto porque, como já tinha referido, guio-me pelas minhas emoções, e tenho vindo a descobrir que muitas coisas que pensava que eram válidas, não passam de meros esquemas de marketing pelas grandes empresas. 
Às vezes sinto que é como se o Mundo fosse uma grande empresa, apresentando-nos anúncios de como viver e do que fazer, mas sem se basearem na nossa qualidade de vida - o único propósito é o lucro, e este planeta e as pessoas que nele habitam são movidas a dinheiro.

As farmácias lucram com a doença, não com a saúde.
As escolas lucram com o número de alunos, não com o seu desempenho.
As fábricas lucram com o vício dos consumidores, não com a qualidade dos produtos.

Na televisão, vemos notícias. É quase global - toda a gente liga a caixa, à tarde e à noite, para assistir supostos "factos" sobre o Mundo em que vivem. Mas porque é que 90% desses factos nos dão uma perspetiva negativa? Porque assistimos docilmente, do conforto das nossas casas, a mortes, ao "terrorismo", aos cortes nos salários e aumento dos impostos? Porque não nos questionamos.

E, por ter esta noção de que nem tudo é para o nosso bem, questionei a minha própria alimentação. Comecei a ligar o que comia com a maneira como me sentia.

O Outro Lado da Moeda

É nas pessoas que reside a esperança de um Mundo melhor. As corporações não nos vão dizer o que é melhor para nós, somos nós mesmos!

O nosso dia a dia é ditado por como nos sentimos. E alguns fatores físicos influenciam as nossas emoções. Passamos o tempo todo a ouvir que "somos o que comemos". Porque haveríamos de querer alimentos processados, cheios de químicos, que não contribuem em nada para a nossa melhoria? Porque somos obrigados.

Mas não estou aqui para vos dar a perspetiva pessimista. Estou aqui para dizer porque é que devemos pensar positivo. Devemos mudar o que comemos porque comemos para sobreviver, mas como seres humanos gostamos de inovar, de fazer mais do que aquilo que somos apresentados: por isso é que brincamos com a comida, misturamos ingredientes, inovamos.

Não dá para sermos criativos se tudo já vem preparado para nós. Não dá para termos noção do que comemos quando tudo já vem embalado e impecavelmente apresentado dentro de uma caixa plastificada. Está na hora de mudar.


Parecer Saudável VS Sentir-se Saudável

O primeiro passo para uma vida saudável é sempre mudar-nos a nós mesmos: mudar o que pensamos, ter uma mente aberta, formar opiniões daquilo que queremos. Como o Mundo é cheio de diversidade, podemos saber, com grande clareza, as coisas que queremos e não queremos na nossa vida.

Eu decidi que quero ser saudável na minha alimentação. Quero ter mais energia, quero filtrar o que é melhor para mim. Reparei que certos alimentos não servem na minha vida, e que não contribuem para o meu Bem Estar: por exemplo, quando bebo leite, sinto inchaço e indisposição. Quando como carne, sinto-me fraca. 

Comecei a reparar nestas respostas do meu corpo quando comecei a incorporar legumes e frutas na minha alimentação. Depois de muito tempo, comecei realmente a gostar de os comer, porque me sinto bem, e porque são muito mais saborosos.

Foi aí que pesquisei sobre o Veganismo: a alimentação que consiste somente em produtos de origem vegetal - isto significa nada de carne, nem leite, nem ovos, nem peixe: coisas que, desde pequena, me disseram que faziam bem ao meu corpo. Mas...como é que podem fazer bem se eu não me sinto bem?

Pesquisei mais a fundo, e, tal como tinha acontecido com muitas crenças que tinha que foram desmistificadas, cheguei à conclusão que muito do que nos ensinam tem como intenção o lucro das grandes empresas - quer quem nos ensina saiba quer não.

Atenção! Não estou a dizer que quero deixar de comer carne porque a indústria da carne será prejudicada. Quero que a minha alimentação seja 100% vegetal porque é assim que deve ser. A meu ver, a melhoria do Ser Humano tem a ver com voltar às origens, e, originalmente, nós não devemos comer carne para sermos saudáveis.


A Mudança de um Hábito que Sempre Esteve Lá

A maior parte dos vegans/vegetarianos, ao anunciar que iria mudar para esta alimentação aos seus amigos e familiares, é imediatamente confrontada, porque a sociedade sempre teve a noção de que o que era saudável era comer "de tudo um pouco". A roda dos alimentos é ensinada em todas as escolas, por isso, porque haveria de estar errada?

Mas a questão é que cada um sabe o que é saudável para si. Para umas pessoas, fumar sabe bem e faz bem até perceberem que não faz. Carne faz bem até deixarem de achar que faz bem. O que conta é o que cada um sente de si para si, e como o seu corpo responde às coisas que ingere.

Na Internet há muitos vegans que atacam pessoas que não são, e estas pessoas devem ter a noção que, se alguém faz alguma coisa, é porque acredita que essa maneira é a certa. Respeito totalmente todas as pessoas de forma igual, porque sei que cada um sabe de si.

Como eu própria quero mudar o que como e tornar-me vegan, já recebi inúmeros comentários, que revelam os preconceitos da sociedade sobre o veganismo, como: a ausência de proteínas/vitaminas que são cruciais para a saúde, a falta de sabor de alimentos de origem vegetal, as doenças que podem surgir porque não comemos o que deveríamos comer sempre.

Tenho perfeita consciência de que estas crenças são baseadas em coisas que as pessoas ouvem e não no que pesquisam porque querem realmente saber. Eu pesquisei e sei (mesmo não sabendo explicar em termos técnicos) mas ainda não comecei a agir. Isto porque ainda presto atenção às pessoas à minha volta, e preocupo-me com o que elas possam pensar.

Por isso, ainda não sou vegan. Ainda como carne - não porque quero, mas porque foi assim que fui ensinada, e porque as condições ainda não são as melhores para mudar completamente os meus hábitos alimentares. Mesmo assim, sei que não há desculpa - que, quando estiver completamente preparada, vai ser fácil, e vou estar disposta a ouvir todas as críticas e preconceitos, porque o mais importante sou eu, e o que considero ser saudável para mim.

Aqui deixo alguns links, porque prefiro que os meus leitores façam eles próprios a sua pesquisa, em vez de se fiarem somente nas minhas palavras.

Aproveito para deixar também o canal do Youtube da minha amiga Natacha Pura Vida - uma pessoa maravilhosa que me tem ajudado muito a mudar os meus hábitos, um passo de cada vez. Ela é adepta da alimentação viva - só alimentos crus!


Espero que isto possa ajudar a quem quer começar. 

Muito amor,

Cláudia




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